
Mikel Arteta deixou o gramado dividido entre dor e orgulho após a derrota do Arsenal FC para o Paris Saint-Germain na final da UEFA Champions League, decidida nos pênaltis. O treinador espanhol reclamou da falta de consistência em decisões cruciais, sobretudo dentro da área, e citou lances ao longo da competição—incluindo um contato entre Nuno Mendes e Noni Madueke e uma marcação envolvendo Cristhian Mosquera—para ilustrar critérios variáveis.
“Revendo o lance, (Mendes em Madueke) poderia facilmente ser pênalti”, disse Arteta. “Nesta temporada o árbitro tomou uma decisão, mas com o Mosquera foi diferente. Isso pesa.”
A final foi tensa e estratégica; após 120 minutos sem gols, a taça foi definida na marca da cal. O Arsenal, de volta a uma decisão europeia após 22 anos, teve o sonho interrompido, enquanto o PSG celebrou o bicampeonato continental. Ainda assim, Arteta parabenizou os campeões: “São uma equipe soberba, com qualidade individual e muito bem treinada. São top.”
Apesar da indignação com as decisões na área—“quando precisava cair para o nosso lado, não caiu”—o técnico reforçou a mensagem de orgulho e perspectiva ao elenco. Ele destacou a resiliência exibida durante uma campanha que também rendeu um grande título doméstico e pediu para transformar a dor em combustível para a próxima tentativa. “É um privilégio treinar esse grupo. Conquistamos um grande e deixamos escapar o maior.”
Assumindo o impacto emocional de perder nos pênaltis, Arteta enquadrou o revés como parte do processo. “Sinta a dor, aprenda e volte.” Com um modelo agressivo e moderno, o Arsenal acredita ter base para retornar. Entre decisões no limite e a crueldade da disputa de pênaltis, a conclusão do treinador foi direta: a equipe voltará mais experiente, dura e faminta por títulos.