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Redknapp critica Tuchel por cortar Trent; Inglaterra lidera L
Jamie Redknapp classificou como “erro monumental” a decisão de Thomas Tuchel de deixar Trent Alexander-Arnold fora da seleção da Inglaterra para a Copa do Mundo de 2026. Para o ex-meia, o treinador precisava saber lidar com um lateral criativo justamente quando o lado direito sofre com lesões. A Inglaterra lidera o Grupo L após vencer Croácia e Panamá e empatar com Gana, mas a defesa perdeu profundidade. Reece James e Jarell Quansah se lesionaram durante o torneio, e Tino Livramento foi substituído por Trevoh Chalobah na véspera da estreia. Esse cenário intensificou os questionamentos sobre a ausência de Alexander-Arnold, uma escolha que, segundo Redknapp, muitos já previam diante do histórico físico de James.
A crítica tem base tática: contra adversários retraídos, a Inglaterra precisa de amplitude e cruzamentos de qualidade. Sem o passe longo e as bolas paradas de Alexander-Arnold, a equipe tem improvisado largura com extremos abertos e zagueiros avançando pelo corredor, solução que pode reduzir o controle com a bola. A hipótese de Quansah atuar como lateral-direito evidencia a escassez de opções e reacende o debate sobre o equilíbrio: Tuchel priorizou demais a solidez defensiva em detrimento da criatividade pelo flanco?
Os defensores do técnico lembram que os resultados no Grupo L são sólidos e que a equipe mostrou adaptação diante do contra-ataque de Gana e Croácia. Ressaltam ainda que, em forma, Reece James é um lateral completo e que a saída de Livramento forçou ajustes de última hora. Ainda assim, com o mata-mata próximo e rivais compactando o centro, os cruzamentos precoces, as inversões e a bola parada de Alexander-Arnold poderiam ser armas valiosas para furar defesas baixas.
As lesões já colocaram a Inglaterra em modo de contingência. A presença de Chalobah dá segurança, mas naturalmente limita a qualidade de cruzamentos pela direita. Para a próxima fase, Tuchel enfrenta um dilema: manter a linha cautelosa e confiar nas rotações do meio e dos extremos, ou liberar mais ousadia a partir da lateral. O alerta de Redknapp deixa claro o peso da escolha: a definição do lado direito pode ditar se a posse vira chance quando o espaço some. A liderança do Grupo L dá tempo a Tuchel, mas o debate sobre Alexander-Arnold crescerá se faltar amplitude no mata-mata.