
A história pende para o lado do Sevilla — e o relógio pode voltar a ajudá-lo. Nas últimas 16 visitas ao Levante, o Sevilla venceu 8 vezes (4 empates, 4 derrotas) com saldo de 28-16. No confronto geral são 20 vitórias dos andaluzes contra 7 do Levante (8 empates), com 69-39 em gols. O último triunfo do Levante em casa sobre o Sevilla foi em 2018, um hiato que revela a assimetria do duelo.
Olho no fim: o Levante marca 31% de seus gols entre 76-90 minutos, enquanto o Sevilla anota 26% no mesmo recorte. Com as duas equipes perigosas na reta final, nenhuma vantagem será segura. Fôlego, trocas e gestão emocional no último quarto de hora podem ser decisivos.
Em termos de constância, o Levante não marcou em 5 de 16 jogos em casa na liga; o Sevilla passou em branco em 3 de 15 fora. A ligeira solidez visitante, somada ao histórico, indica um Sevilla paciente, capaz de esperar o momento certo.
Os duelos individuais também pesam. Carlos Espi Escrihuela lidera o Levante com 8 gols; sua movimentação entre linhas e acabamento precoce são vitais para furar o bloco do Sevilla antes do rush final. No lado andaluz, Akor Jerome Adams também soma 8 gols, oferecendo atacadas em profundidade e presença de área. Jeremy Toljan, com 3 assistências, é o melhor garçom do Levante, sinal de que as ultrapassagens e os cruzamentos seguem como rota-chave. No Sevilla, o principal assistente é Ruben Estephan Vargas Martinez, importante nas transições que transformam metros em perigo.
Plano tático: o Levante precisa acelerar, explorar largura e segundas bolas, além de bolas paradas. O Sevilla tende a proteger o corredor central, acionar Adams com passes verticais e crescer em pressão na reta final.
Leitura: se o Levante marcar primeiro e controlar a meia, pode reequilibrar a série. Se chegar nivelado ao minuto 76-90, a eficiência tardia e o histórico do Sevilla pesam. Previsão: jogo fechado, leve inclinação para o Sevilla no fim.